[Notícia CACD] A saída do Brasil da UNASUL

[Notícia CACD] A saída do Brasil da UNASUL

[Notícia CACD] A saída do Brasil da UNASUL

A notícia CACD separada abaixo é de extrema importância. Afinal, envolve um ponto inteiro do edital que sempre foi tratado com relevância pelo concurso.

Sempre tivemos questões que abordaram o assunto da integração regional e, principalmente, a UNASUL. Com o processo de saída coordenada, certamente muitas coisas mudarão na relação do Brasil com os seus vizinhos. Portanto, você como candidato(a) precisa ficar alerta às mudanças.

Confira os pontos do edital do CACD, em política internacional, que podem ser contemplados com a notícia:

 ->  3 O Brasil e a América do Sul.

3.1 Integração na América do Sul.

3.2 O MERCOSUL: origens do processo de integração no Cone Sul.

3.3 Objetivos, características e estágio atual de integração.

3.4 A Iniciativa de Integração da Infraestrutura Regional Sul-Americana (IIRSA).

3.5 A União Sul-Americana de Nações: objetivos e estrutura. 3.6 O Conselho de Defesa da América do Sul.

E então, vamos à matéria!?

“Ernesto Araújo anuncia saída coordenada do Brasil de países da Unasul

Anúncio será feito no Chile pelo presidente Jair Bolsonaro, entre os dias 21 e 23, e faz balanço positivo da viagem oficial aos EUA. ‘Não cedemos muito nessa visita’, disse

RH Rosana Hessel – postado em 20/03/2019 14:50 / atualizado em 20/03/2019 15:12

Link: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/mundo/2019/03/20/interna_mundo,744189/ernesto-araujo-anuncia-saida-coordenada-do-brasil-de-paises-da-unasul.shtml

 

O presidente Jair Bolsonaro deverá anunciar em sua visita no Chile a saída do Brasil da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), grupo integrado por doze países sul-americanos: Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Chile, Guiana, Suriname e Venezuela.

A informação foi dada pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, em entrevista nesta quarta-feira (20/03) em que fazia o balanço da viagem oficial de Bolsonaro aos Estados Unidos. Segundo ele, “o abandono da Unasul será coordenado com os demais países do grupo” e será anunciado durante a Cúpula de chefes de estado da América do Sul.

Bolsonaro embarca amanhã (21) rumo a Santiago do Chile para participar Cúpula, que deve ter a participação de 21 chanceleres e 22 presidentes segundo o Itamaraty, e fazer uma visita oficial ao presidente chileno Sebastián Piñera.

“Gostamos muito da ideia chilena de substituir a Unasul por outro bloco (o Prosul, integrado por Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai, Costa Rica, Nicarágua, Panamá e República Dominicana). A Unasul é um órgão falido que foi capturado e com vício de origem que não conseguiu avançar na integração física entre os países. Não construiu um quilômetro de rodovia”, criticou o ministro, que viaja hoje mesmo para o Chile. Ele defendeu a  desintegração da Unasul para a criação de um bloco completamente diferente, para substituir o organismo com iniciativas mais específicas de integração regional. Araújo ainda adiantou que as conversas entre Bolsonaro e Piñera devem focar o incremento das conversas para  uma avanço nos projetos de integração do Brasil com o Pacífico e também no aumento dos investimentos”.

O presidente retorna dia 23 e, na semana que vem, fará uma visita oficial para Israel. Araújo, no entanto, não confirmou se na ocasião será anunciada a mudança efetiva da embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém. Segundo o ministro, isso será definido durante as reuniões preparatórias dessa viagem que não tem previsão de visita a territórios palestinos.

 

Saldo da visita aos EUA

O ministro concedeu a coletiva para fazer um balanço da visita poucas horas após desembarcar com o presidente e a comitiva de Washington em Brasília. No início da entrevista, demonstrou inquietação pois seu papel acabou sendo ofuscado pelo filho do presidente Eduardo Bolsonaro, deputado federal, que acompanhou o pai na conversa privada com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e, portanto, desempenhando o papel de chanceler que deveria ter sido do titular do Itamaraty. Ao ser questionado sobre isso, ele tentou minimizar o desconforto com a presença do deputado, que ele disse comungar “das mesmas ideias”. “Fazemos parte da mesma equipe. Ele ajudou muito na construção dessa parceria e achei excelente que ele pudesse participar da conversa porque reforça essa ideia de que faz parte desse novo relacionamento”, afirmou.

Ao defender a decisão de derrubada do visto de turista dos viajantes de EUA, Japão, Canadá e Austrália, o ministro garantiu que haverá aumento de visitantes no país.

“Essa decisão foi baseada em dados do Ministério do Turismo, que fez estudos com base técnica”, afirmou ele, sem apresentar os números.

O titular do Itamaraty ainda reforçou a postura antiglobalista do novo governo, criticando ideias de gênero e o politicamente correto dentro da OCDE, e que a entrada do Brasil vai ajudar a mudar essa ideologia. Contudo, ele não explicou como isso vai trazer divisas para o país efetivamente, pois vários países da OCDE defendem, inclusive, a agenda do acordo de Paris sobre o clima. “Estamos tentando fazer um governo com ideias e espero que reconheçam as ideias com a qual vamos trabalhando”, afirmou.

Na avaliação de Araújo, o saldo da visita de Bolsonaro aos EUA foi positivo e ele tentou rebater as críticas sobre o fato de o Brasil ter cedido mais do que os EUA nas conversas bilaterais. Contudo, não apresentou números concretos sobre os ganhos da visita e muito menos como é que o  país tem mais a ganhar se abrir mão do status de país em desenvolvimento na Organização Mundial do Comércio (OMC) para receber o apoio formal dos Estados Unidos para a entrada do país na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), uma vez que Chile e México já pertencem à OCDE e não abriram mão desse status.

“Não cedemos muito nessa visita. Se colocar um patamar de avaliação de interlocutores de fundos de investimentos, há entusiasmo com os sinais dados com o Brasil. O mundo está olhando o Brasil e reconhece que é um novo acordo. Muita gente quer que o gigante continue adormecido.”

Declarou, acrescentando que é preciso que os jornalistas mudem as fontes de informação. Ele destacou que o principal saldo positivo foi a inclusão do país como aliado preferencial dos Estados Unidos na Organização do Tratado Atlântico Norte (Otan) e do acordo de salvaguardas tecnológicas para a base de Alcântara, no Maranhão.

Em relação à Venezuela e sobre que medidas podem ser adotadas pelo Brasil e pelos EUA, ele não deu muito detalhes, mas tentou reforçar que é preciso combater o terrorismo de integrantes do Hezbolah que há no país vizinho.

Embaixadas

Ao ser questionado sobre a troca de embaixadores de 15 representações no exterior prevista pelo novo governo, Araújo destacou que a preferência para os novos titulares será técnica. “A lista que fechamos das mudanças atuais incluem apenas embaixadores de carreira. Washington não está nessa lista”, disse ele, acrescentando que, em relação à embaixada de Washington, não haverá essa restrição. Essa colocação acirra a disputa entre dois nomes cogitados para o posto: o do advogado e cientista político Murillo de Aragão e o Nestor Foster Júnior.

Além das perguntas de jornalistas presentes à coletiva, Araújo ainda respondeu três questionamentos de blogueiros simpatizantes do governo gravados previamente.”

 

 

 

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