Dica IDEG

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Como aproveitar

QUESTÕES OBJETIVAS

durante a preparação?

Dúvida recorrente entre os candidatos para o CACD refere-se ao uso de questões objetivas durante os estudos, sejam elas questões apresentadas na primeira fase de provas anteriores do CACD ou sejam elas questões inéditas elaboradas por professores. Listas e simulados destes dois tipos de questão possibilitam ao candidato tirar proveito de características diferentes de cada uma delas, bem como realizar diagnósticos qualitativos sobre temas que talvez precisem ser estudados. Seguem algumas reflexões e sugestões sobre o tema que podem ser úteis para que cada candidato estabeleça a sua forma de lidar com listas e simulados de questões objetivas.

As questões objetivas presentes em provas anteriores do CACD possibilitam ao candidato ter contato com o material oficial criado pelas diferentes bancas examinadoras que passaram pelo concurso. Se o candidato ainda não fez oficialmente a prova objetiva do CACD, o contato com provas anteriores possibilita que este se familiarize com os temas cobrados pelo concurso, ter ideia da dimensão dos textos de língua portuguesa e de língua inglesa e dos diferentes níveis de dificuldade apresentados em cada matéria. Mesmo o candidato que já tenha feito a prova objetiva do CACD em edições anteriores do concurso, o retorno a provas anteriores possibilita que ele faça um exercício de autoconhecimento e verifique nuances que, por vezes, passam despercebidas, como quais partes da matéria ele tem mais dificuldade, quais foram os motivos para ele ter errado ou deixado em branco determinado item ou mesmo apreender  qual o objetivo do examinador ao realizar determinada pergunta. Esta análise, de “pensar com a cabeça de examinador”, é útil para evitar a tendência nociva entre muitos candidatos de procurar erros onde eles não existem, o famoso “pelo em ovo”. Acostumar-se com a linguagem da prova auxilia a evitar erros que, muitas vezes, ocorrem não pelo desconhecimento da matéria, mas, sim, pelo excesso de zelo. Na hora de realizar a prova objetiva, é essencial analisar o item de boa-fé. É possível que ocorram “pegadinhas”, intencionais ou acidentais, mas deve-se ter em mente que a grande maioria dos itens da prova oficial do CACD não são armadilhas.

O uso de questões objetivas originais formuladas por professores, por sua vez, tem objetivos distintos. Ao fornecer ganchos teóricos a serem trabalhados em aula ou em materiais auxiliares, as questões inéditas permitem ao professor concentrar-se em pontos específicos da matéria para realizar revisões, aprofundamentos, atualizações de conteúdo e dados ou mesmo buscar demonstrar as diferentes formas de como a matéria pode ser apresentada ao candidato. Assim, é possível que questões originais não sejam tão semelhantes à estrutura da prova do CACD, seja em sua amplitude temática, seja em seu nível de dificuldade. Neste ponto também inserem-se questões formuladas de outros concursos por entidades que já organizaram o CACD (IADES, Cebraspe, etc.) ou por outras bancas examinadoras. Deve-se ter em mente que a banca contratada para a formulação do CACD é indicada pelo Instituto Rio Branco e não necessariamente faz parte do quadro de examinadores da entidade organizadora, cabendo ao professor realizar a triagem das questões para verificar se o tipo de conhecimento cobrado e o entendimento teórico apresentado em outras provas é o mesmo utilizado em provas do CACD. Dessa forma, o uso proveitoso de questões originais possui duas etapas para o candidato, sua realização e o posterior acompanhamento teórico.

SIMULADO NÃO É PROFECIA

A realização de listas de questões objetivas, sejam elas questões antigas do CACD ou questões originais formuladas por professores, possuem diferentes utilidades para o candidato nos mais diversos níveis de preparação. Frisa-se, porém, que a avaliação meramente numérica de desempenho, seja ele individual ou comparado ao de outros candidatos, não é uma destas utilidades. A composição variada de tipos diferentes de questão em uma lista ou simulado, com objetivos como os acima citados, resultam em uma avaliação que não necessariamente corresponde à estrutura da prova oficial do CACD. Ademais, outras condições presentes no dia da prova, como isolamento, fiscalização generalizada ou eventual ansiedade dos candidatos, não são simuláveis. Pontuações elevadas em listas/simulados não oficiais não correspondem necessariamente a um desempenho positivo na fase objetiva do CACD e, igualmente, não ir bem em uma lista/simulado não é profecia de um desempenho ruim no CACD.

Para concluir, o uso inadequado de listas e simulados como indicador de desempenho pode  suscitar também problemas de desperdício de tempo e energia, com discussões infindáveis e episódios de ansiedade individual/coletiva. Tempo e energia que poderiam ser melhor gastos em revisões e aprofundamentos neste momento em que o concurso está sem data oficial para a realização das provas. O tempo disponível pode ser diferente para cada um, mas ele tem o mesmo ritmo para todos. Cabe ao candidato decidir de que forma o utilizará.

Bons estudos!