
Eleição brasileira para a presidência da Junta Executiva do Programa Mundial de Alimentos (PMA)
Brasil assume presidência da Junta Executiva do PMA
A eleição do Brasil na presidência da Junta Executiva do PMA (Programa Mundial de Alimentos), em 14 e janeiro de 2026, marca um novo capítulo na diplomacia multilateral. O Programa Mundial de Alimentos (PMA/WFP) é a agência das Nações Unidas responsável por coordenar a assistência alimentar humanitária em cenários de emergência e promover programas sustentáveis de segurança alimentar global. Nesse sentido, o evento reforça o protagonismo brasileiro em temas de segurança alimentar e governança global.
Entenda o papel da Junta Executiva
Primeiramente, é essencial compreender a estrutura. A Junta Executiva funciona como o cérebro da organização. Composta por Estados-Membros eleitos, ela define estratégias de longo prazo. Dessa forma, a presidência não é apenas simbólica, mas decisiva para influenciar a agenda em tópicos como:
- Resposta a crises de fome e emergências;
- Financiamento sustentável de programas;
- Alianças estratégicas com a sociedade civil.
A vitória da diplomacia brasileira
Em recente processo eleitoral no âmbito diplomático multilaterais, o Brasil teve sua candidata escolhida para assumir a presidência da Junta Executiva do PMA, marcando um momento de protagonismo do país nas instâncias de governança global da alimentação e da nutrição humana.
Vale destacar que a candidatura brasileira obteve amplo apoio entre os pares. Isso ocorre porque o Brasil possui um histórico reconhecido de políticas públicas de combate à fome e cooperação Sul-Sul. Portanto, a eleição reflete a capacidade do Itamaraty de articular prioridades sobre o direito humano à alimentação em fóruns multilaterais.
Relevância para o candidato ao CACD
A presidência da Junta Executiva do PMA coloca o Brasil numa posição de liderança em um dos campos mais sensíveis da cooperação multilateral contemporânea: a governança global da segurança alimentar, que articula questões humanitárias, desenvolvimento sustentável e diplomacia econômica. Para a prova, o tema conecta três disciplinas centrais. Veja como os professores do IDEG analisam esse cenário:
Política Internacional – O professor e diplomata Thomaz Napoleão discute o soft power brasileiro na agenda da fome. Assim, ele explica como posições de liderança em organismos sediados em Roma (FAO, PMA) fortalecem a inserção internacional do país.
Direito Internacional Público – O professor e diplomata Pedro Sloboda aborda a estrutura das Organizações Internacionais. Nesse contexto, é crucial entender a diferença entre órgãos plenários e órgãos executivos (restritos), além do processo de tomada de decisão por consenso ou voto.
Geografia – O professor Thiago Rocha explora a geografia da fome e a segurança alimentar. Sob essa ótica, analisa-se como crises climáticas e conflitos geopolíticos pressionam a demanda por assistência humanitária do PMA.